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Contábil e jurídico: um encontro de soluções

Não existe negócio sem um contador. É ele quem vai orientar sobre o regime de tributação mais adequado para a empresa, no momento de sua abertura. Fazer balanços patrimoniais, DREs e todo o acompanhamento da saúde financeira do cliente ao longo de sua atividade. Também é ele quem contabiliza as obrigações tributárias da empresa. Tampouco existe negócio sem um advogado. Ele revisa os contratos, responde a questionamentos de órgãos públicos. É fundamental também na elaboração de um planejamento tributário. Mas para que um advogado consiga embasar suas alegações, ele usará como provas os documentos contábeis da empresa, produzidos, portanto, pelo contador. Logo, contábil e jurídico precisam trabalhar em sintonia para que o empresário ou empreendedor consiga gerir o seu negócio da melhor forma. 

Definição de papéis

Vamos supor, como exemplo, que uma empresa é autuada judicialmente por alguma irregularidade fiscal. Para que o problema seja resolvido com maior agilidade, contador e advogado se dividem da seguinte maneira: enquanto a área contábil procura a origem do problema nos registros financeiros da empresa, o jurídico pode adiantar uma estratégia de defesa baseada em seus conhecimentos sobre a legislação e também analisando decisões dos tribunais em outros casos semelhantes. Uma comunicação afinada entre as duas áreas também pode ajudar o cliente em outras situações, como na recuperação de créditos tributários ou na obtenção de isenções e benefícios fiscais.

Definir o papel de cada um em casos como esses e trabalhar em parceria não só é mais vantajoso para a empresa como também para os profissionais envolvidos. Não é raro contadores se depararem com demandas que estão mais ligadas à área jurídica do que contábil, como organizar planejamentos tributários e responder a questionamentos da Receita Federal ou do Ministério Público. Eles acabam assumindo essa responsabilidade (um trabalho extra e não-remunerado, na maioria das vezes) para não deixar a empresa sem respaldo. O contador que toma demandas jurídicas para si, no entanto, além de correr riscos por atuar em uma área que não é sua, também deixa de priorizar o serviço para o qual foi contratado.  

Parceria com advogados

Portanto, a parceria com advogados ajuda a evitar equívocos que podem resultar na condenação do cliente e em prejuízo para a reputação do escritório de contabilidade. O trabalho em conjunto contribui ainda com a profissionalização do contador. O mesmo consegue focar nas próprias responsabilidades e atribuições, se mantém atualizado sobre as mudanças na legislação. E assim, deixa as demandas jurídicas para parceiros que realmente têm conhecimento técnico sobre o assunto. 

A parceria com o jurídico permite ainda que a contabilidade ofereça uma assessoria mais completa para a empresa, ao incluir serviços de advogados parceiros. Mais do que uma estratégia, essa colaboração entre as duas áreas acaba se tornando uma necessidade. Principalmente num momento em que as empresas precisam, mais do que nunca, de soluções que contribuam com a sobrevivência e o sucesso dos negócios. 

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